Um intervalo nas sugestões para vos falar da minha estadia lá nos montes...
Mas antes uma pequena curiosidade trazida por um amigo: obrigado Merlin
Ontem, o JN publicava sobre a Net que as palavras mais pesquisadas pelos navegadores, no primeiro trimestre deste ano foram: Sexo e Benfica, pela ordem colocada...
Prioridades Tugas.
Volto á aldeia, freguesia de Guilhufe.
Quando me deitei já era tarde. Um calor acima do normal. Pois. Lá fora, á madrugada nasciam-lhe brisas.Por isso abri a janela de par em par. E assim ficou, toda a noite.
Acordei numa cama estranha, de lençois de linho frescos, a persiana já corrida e os galos a cantar. A minha prima já andava na monda, a regar os campos. Na cozinha, a maquina de café, os filtros e o pó sical, como ela sabia que eu tomava. Pão fresco na mesa, queijinho e frutas. Os meus cigarros. O telemovel carregado de mensagens escritas a avisar constantemente que teria que apagar as anteriores para dar a vaga ás novas. Desliguei-os e puz a carregar as baterias. As minhas baterias já tinham começado a ser carregadas nessa noite de calor.
Tomei o café. Depois o cigarro e por fim, o meu banho. O quarto de banho da casa tem janela grande voltada para o jardim da casa. Esse jardim tem uma Virgem ladeada de cordeiros e pássaros e depois então, o tapete de flores. A banheira estava voltada exactamente para a Virgem, de maneira que sempre que me lembro dos banhos, lembro da virgem a ver-me tomar banho. Um dos cães da casa via-se também, ao fundo onde estavam os carros. E a adega dos vinhos, uma parte do campo dos tomates, couves e do pomar. Outra parte, no sentido contrário,da outra casa, a dos meus tios. Vazia. Tudo é pedra. E flores. E verdes.
Quando saí para fora, um calor marado, o mesmo do dia anterior a anunciar mais um dia cheio de incêndios pelo país e também ali. Do cimo da escada da casa podia ver-se 3 cones de fumo nos montes mais altos. Serradelas a arder. Perto do Sameiro outro. E para o lado de Entre os Rios.
Enfim, um panorama deprimente. Mas não fiquei a ver notícias. Antes da minha exploração no campo, fui tomar um café cimbalino. Ao café do sitio. S. Simão. Blá blá...eu Et ...e a mãezinha? e os meninos? e a vida? Tomei dois, mas cortei as conversas da kuskisse.
Casa sim casa sim é da família. Lá ia cumprimentando as capelas todas. Beijos. Wow, os meus primos cada vez melhores, mais guapos. Ah pois, mudam tanto.
E lá fui para a exploração no campo. Peguei no carro e rodei até ao lugar de Genas, passei no lugar das Figuras, tudo destruído pelo caseiro. O meu objectivo era mesmo o lugar de Genas, onde tem o rio, os alfaiates, o moinho na reforma, bem entre as duas margens. Verifiquei se na casa do alemão os cães estavam presos. Por vezes soltavam-nos e não eram propriamente meigos.
Mas os portões da quinta do senhor estavam fechados. Em cima, a casa da minha tia Emilia em reconstrução, onde passei a maior parte da minha infância.
O carro lá ficou no estradão. Assim que entrei na relva, descalçei-me. Tinha que sentir aquele fresco nos pés. Como antes.Tinha que saber ao mesmo. Tinha que retirar-me o peso do cansaço da cidade e das pessoas. É sempre igual. Mesmo quando tudo mudou e eu também.
Aproximo-me do rio, quase riacho. As águas, apesar de tudo, transparentes, vendo-se pedras e plantas no fundo. Mas o nível da água baixou muito. Pensar que tinha medo de me afogar lá.
E lá fumei mais um cigarro, entre recordações várias, de passado e de presente. Quando me cansei de ondular por lá, peguei no carro e voltei a Guilhufe. O caminho todo ele feito de excelentes recordações de família. A quinta de Vila Pouca, onde nasceu a minha mãe, onde viveram os meus tios, os meus avós.Os meus primos. A quinta da Moita, linda, enorme, e agora descuidada.Parece que é assim com tudo.Cansamos de tudo.
Passo outra vez no Lugar das Figuras, quinta das Figuras, o desprezo pela paisagem é aviltante, bem no final de uma rotunda movimentada. Somos uns animais desqualificados. Temos a porcaria de um cérebro e nem sei bem porque. Como diz um amigo e muito bem, na pre-história já se tinha concluido que não precisavamos de mais do que o numero 0 e o numero 1 para explicar todos os outros cálculos matematicos. E assim é. Somos mesmo complicados, esquisitos.
Voltei a Guilhufe, retirei a roupa e fui engendrar uns calções de ganga bem curtos e um top tipo soutien para ir para a terra, chinelos de dedo, mas quando lá cheguei, a terra ordenou-me: descalça. E eu, filha obediente, lá tirei os chinelitos de dedo e enfiei-me no meio das batatas, do cebolo, das pencas e de tudo o que para mim é apenas conceito ou matéria dentro da cozinha, no tacho.Adoro o cheiro da terra. Ali perto, na vinha, estava o rebanho do meu primo Júlio a pastar. E estaria tudo bem, não fosse um dos carneiros que não tem cornos entrar na vedação que a minha prima fazia da vinha para o campo dela, para que não venham refastelar-se daquilo que ela cultiva. O meu primo podia pôr estes anhos no campo de baixo onde estão os touros, onde existe muita erva e pasto mas os touros querem o espaço todo para eles.
Assim, esta ovelha tresmalhada, única dentro do rebanho, teimosa, entrava sem pedir licença e arruinava com tudo o que apanhava pela frente. A minha prima diz que é ougada, que nunca está saciada. E como não tem cornos consegue escapulir, sem ficar presa pela vegetação. Engraçado como são ágeis, penduram-se nas vinhas e comem os vagos das uvas que nunca serão vinho. Nunca chegarão ás cubas.
Depressa me cansei de estar ali exposta ao sol e fui á cozinha do andar de baixo, onde a lareira ainda é á moda antiga, beber água fresca.
Subi para ir buscar um livro e voltei, procurando a árvore de fruto de copa mais larga. Foi a pereira. E ali fiquei, ora lendo, ora espreitando a vida das formigas que se atreviam a subir as minhas pernas ou as paginas do meu livro. depois do almoço, delicioso como sempre, frise-se, o cafezito, mas nem assim evitei de ir dormir uma sesta. Hummm, tão bom, deixar-me dormir.
Á noite, depois do jantar e do café da praxe no S Simão, lá fomos conversar um pouco perante a noite estrelada . Falar de tudo e de nada. Ouvir o eco das nossas palavras. Saborear os silêncios, apreciar a forma como falam e analisam as coisas, o sotaque, as brejeirices. Tudo uma delícia. Eram duas da matina quando nos atrevemos a entrar. A casa tem um cão de raça, bastante mau, que está enjaulado durante o dia mas que é solto á noite para guardar o sítio.É uma cadela e chama-se Violeta, a outra chama-se Andorinha e a outra Lassie, que toma conta da casa dos meus tios. O meu primo soltou a Violeta e nós entramos para dormir. Nesta noite o meu sonho foi povoado por pesadelos. Em cada buraco aberto no campo, onde seria de se esperar uma tronxuda, estava uma mulher vestida de preto, numa espécie de saudação religiosa, um ritual. Seriam mais de 30 e esperavam a chefe para o inicio da reunião ou dos trabalhos. A chefe era a minha tia. E a reunião era de bruxas.
Este pesadelo era explicado por conversas que tinhamos tido pelo final da tarde, na escada da casa, depois da sesta.Acordei com a janela toda aberta do quarto e fumei dois ou três cigarros antes de ganhar coragem para me deitar de novo.
No outro dia, acordei muito tarde, com a filhita da minha prima, semelhante a um anjo me vir chamar: Prima, não levantas hoje? Pois, hoje para mim era um poço. Eu estava no sono de ontem. Mas lá levantei. Quase 1 hora da tarde. Já não tomei meu combalino fora, mas tomei lá a seguir ao duche. Sem apetite, não pude apreciar a refeição. O lanche veio mais cedo, com presunto, tremoços, azeitonas, salpicão, queijo, broa de milho,pirolitos e cerveja. Melão frio no final. Quem teria barriga para um jantar depois disto? Pois, nós, só mesmo nós.
No dia seguinte era preciso ir á vila fazer compras. Deitei tarde á mesma. Levantei cedo. Encontrei pessoas conhecidas. Carros conhecidos que me iam buzinando. Primos, primas, imagino. Passa lá em casa. Pois.
Nesse dia, após o almoço aconteceu uma cena um pouco xunga. A minha prima foi ás casitas dos galináceos, onde moram esses, os garnizés (a fêmea está chocar garnizos) e frangos, para deitar a ração e apanhar galinha gorda para cabidela quando uma galinha ou galo começa a cacarejar violentamente. Olhamos uma para a outra e para as 500 galinhas perto de nós e quando demos conta, uma das galinhas tinha o pescoço trilhado pela porta de madeira mal amanhada. O sangue a sair do pescoço mas a gaja mais desperta que nunca, num apelo á vida agarrou-se ao milho que ela deitou. Estava escolhida a galinha que ia para cabidela. Não vi ela ficar sem o pescoço. Não quis ver. Embora as ache estupidas, não sou capaz de as ver serem torturadas. E adoro cabidela.
Resumindo, a estadia por lá restitui-me sempre as forças, recarrega-me baterias mas também me aumenta o peso. Diziam eles quando voltei: estás com umas óptimas cores...
A natureza (das vinhas) faz milagres. E os excelentes pratos arredondaram-me mais um pouco as formas. Terei que lá voltar. Está combinado para a romaria, mais três ou quatro dias. Li muito e escrevi quase nada. O estranho é que tudo é diferente por lá, os cheiros das coisas, da comida, os sabores, as cores, os sentimentos e também o homem. Parece um regresso a si mesmo. Sabe sempre a regresso. E pronto. Acho que me excedi.
Fui...
Mas antes uma pequena curiosidade trazida por um amigo: obrigado Merlin
Ontem, o JN publicava sobre a Net que as palavras mais pesquisadas pelos navegadores, no primeiro trimestre deste ano foram: Sexo e Benfica, pela ordem colocada...
Prioridades Tugas.
Volto á aldeia, freguesia de Guilhufe.
Quando me deitei já era tarde. Um calor acima do normal. Pois. Lá fora, á madrugada nasciam-lhe brisas.Por isso abri a janela de par em par. E assim ficou, toda a noite.
Acordei numa cama estranha, de lençois de linho frescos, a persiana já corrida e os galos a cantar. A minha prima já andava na monda, a regar os campos. Na cozinha, a maquina de café, os filtros e o pó sical, como ela sabia que eu tomava. Pão fresco na mesa, queijinho e frutas. Os meus cigarros. O telemovel carregado de mensagens escritas a avisar constantemente que teria que apagar as anteriores para dar a vaga ás novas. Desliguei-os e puz a carregar as baterias. As minhas baterias já tinham começado a ser carregadas nessa noite de calor.
Tomei o café. Depois o cigarro e por fim, o meu banho. O quarto de banho da casa tem janela grande voltada para o jardim da casa. Esse jardim tem uma Virgem ladeada de cordeiros e pássaros e depois então, o tapete de flores. A banheira estava voltada exactamente para a Virgem, de maneira que sempre que me lembro dos banhos, lembro da virgem a ver-me tomar banho. Um dos cães da casa via-se também, ao fundo onde estavam os carros. E a adega dos vinhos, uma parte do campo dos tomates, couves e do pomar. Outra parte, no sentido contrário,da outra casa, a dos meus tios. Vazia. Tudo é pedra. E flores. E verdes.
Quando saí para fora, um calor marado, o mesmo do dia anterior a anunciar mais um dia cheio de incêndios pelo país e também ali. Do cimo da escada da casa podia ver-se 3 cones de fumo nos montes mais altos. Serradelas a arder. Perto do Sameiro outro. E para o lado de Entre os Rios.
Enfim, um panorama deprimente. Mas não fiquei a ver notícias. Antes da minha exploração no campo, fui tomar um café cimbalino. Ao café do sitio. S. Simão. Blá blá...eu Et ...e a mãezinha? e os meninos? e a vida? Tomei dois, mas cortei as conversas da kuskisse.
Casa sim casa sim é da família. Lá ia cumprimentando as capelas todas. Beijos. Wow, os meus primos cada vez melhores, mais guapos. Ah pois, mudam tanto.
E lá fui para a exploração no campo. Peguei no carro e rodei até ao lugar de Genas, passei no lugar das Figuras, tudo destruído pelo caseiro. O meu objectivo era mesmo o lugar de Genas, onde tem o rio, os alfaiates, o moinho na reforma, bem entre as duas margens. Verifiquei se na casa do alemão os cães estavam presos. Por vezes soltavam-nos e não eram propriamente meigos.
Mas os portões da quinta do senhor estavam fechados. Em cima, a casa da minha tia Emilia em reconstrução, onde passei a maior parte da minha infância.
O carro lá ficou no estradão. Assim que entrei na relva, descalçei-me. Tinha que sentir aquele fresco nos pés. Como antes.Tinha que saber ao mesmo. Tinha que retirar-me o peso do cansaço da cidade e das pessoas. É sempre igual. Mesmo quando tudo mudou e eu também.
Aproximo-me do rio, quase riacho. As águas, apesar de tudo, transparentes, vendo-se pedras e plantas no fundo. Mas o nível da água baixou muito. Pensar que tinha medo de me afogar lá.
E lá fumei mais um cigarro, entre recordações várias, de passado e de presente. Quando me cansei de ondular por lá, peguei no carro e voltei a Guilhufe. O caminho todo ele feito de excelentes recordações de família. A quinta de Vila Pouca, onde nasceu a minha mãe, onde viveram os meus tios, os meus avós.Os meus primos. A quinta da Moita, linda, enorme, e agora descuidada.Parece que é assim com tudo.Cansamos de tudo.
Passo outra vez no Lugar das Figuras, quinta das Figuras, o desprezo pela paisagem é aviltante, bem no final de uma rotunda movimentada. Somos uns animais desqualificados. Temos a porcaria de um cérebro e nem sei bem porque. Como diz um amigo e muito bem, na pre-história já se tinha concluido que não precisavamos de mais do que o numero 0 e o numero 1 para explicar todos os outros cálculos matematicos. E assim é. Somos mesmo complicados, esquisitos.
Voltei a Guilhufe, retirei a roupa e fui engendrar uns calções de ganga bem curtos e um top tipo soutien para ir para a terra, chinelos de dedo, mas quando lá cheguei, a terra ordenou-me: descalça. E eu, filha obediente, lá tirei os chinelitos de dedo e enfiei-me no meio das batatas, do cebolo, das pencas e de tudo o que para mim é apenas conceito ou matéria dentro da cozinha, no tacho.Adoro o cheiro da terra. Ali perto, na vinha, estava o rebanho do meu primo Júlio a pastar. E estaria tudo bem, não fosse um dos carneiros que não tem cornos entrar na vedação que a minha prima fazia da vinha para o campo dela, para que não venham refastelar-se daquilo que ela cultiva. O meu primo podia pôr estes anhos no campo de baixo onde estão os touros, onde existe muita erva e pasto mas os touros querem o espaço todo para eles.
Assim, esta ovelha tresmalhada, única dentro do rebanho, teimosa, entrava sem pedir licença e arruinava com tudo o que apanhava pela frente. A minha prima diz que é ougada, que nunca está saciada. E como não tem cornos consegue escapulir, sem ficar presa pela vegetação. Engraçado como são ágeis, penduram-se nas vinhas e comem os vagos das uvas que nunca serão vinho. Nunca chegarão ás cubas.
Depressa me cansei de estar ali exposta ao sol e fui á cozinha do andar de baixo, onde a lareira ainda é á moda antiga, beber água fresca.
Subi para ir buscar um livro e voltei, procurando a árvore de fruto de copa mais larga. Foi a pereira. E ali fiquei, ora lendo, ora espreitando a vida das formigas que se atreviam a subir as minhas pernas ou as paginas do meu livro. depois do almoço, delicioso como sempre, frise-se, o cafezito, mas nem assim evitei de ir dormir uma sesta. Hummm, tão bom, deixar-me dormir.
Á noite, depois do jantar e do café da praxe no S Simão, lá fomos conversar um pouco perante a noite estrelada . Falar de tudo e de nada. Ouvir o eco das nossas palavras. Saborear os silêncios, apreciar a forma como falam e analisam as coisas, o sotaque, as brejeirices. Tudo uma delícia. Eram duas da matina quando nos atrevemos a entrar. A casa tem um cão de raça, bastante mau, que está enjaulado durante o dia mas que é solto á noite para guardar o sítio.É uma cadela e chama-se Violeta, a outra chama-se Andorinha e a outra Lassie, que toma conta da casa dos meus tios. O meu primo soltou a Violeta e nós entramos para dormir. Nesta noite o meu sonho foi povoado por pesadelos. Em cada buraco aberto no campo, onde seria de se esperar uma tronxuda, estava uma mulher vestida de preto, numa espécie de saudação religiosa, um ritual. Seriam mais de 30 e esperavam a chefe para o inicio da reunião ou dos trabalhos. A chefe era a minha tia. E a reunião era de bruxas.
Este pesadelo era explicado por conversas que tinhamos tido pelo final da tarde, na escada da casa, depois da sesta.Acordei com a janela toda aberta do quarto e fumei dois ou três cigarros antes de ganhar coragem para me deitar de novo.
No outro dia, acordei muito tarde, com a filhita da minha prima, semelhante a um anjo me vir chamar: Prima, não levantas hoje? Pois, hoje para mim era um poço. Eu estava no sono de ontem. Mas lá levantei. Quase 1 hora da tarde. Já não tomei meu combalino fora, mas tomei lá a seguir ao duche. Sem apetite, não pude apreciar a refeição. O lanche veio mais cedo, com presunto, tremoços, azeitonas, salpicão, queijo, broa de milho,pirolitos e cerveja. Melão frio no final. Quem teria barriga para um jantar depois disto? Pois, nós, só mesmo nós.
No dia seguinte era preciso ir á vila fazer compras. Deitei tarde á mesma. Levantei cedo. Encontrei pessoas conhecidas. Carros conhecidos que me iam buzinando. Primos, primas, imagino. Passa lá em casa. Pois.
Nesse dia, após o almoço aconteceu uma cena um pouco xunga. A minha prima foi ás casitas dos galináceos, onde moram esses, os garnizés (a fêmea está chocar garnizos) e frangos, para deitar a ração e apanhar galinha gorda para cabidela quando uma galinha ou galo começa a cacarejar violentamente. Olhamos uma para a outra e para as 500 galinhas perto de nós e quando demos conta, uma das galinhas tinha o pescoço trilhado pela porta de madeira mal amanhada. O sangue a sair do pescoço mas a gaja mais desperta que nunca, num apelo á vida agarrou-se ao milho que ela deitou. Estava escolhida a galinha que ia para cabidela. Não vi ela ficar sem o pescoço. Não quis ver. Embora as ache estupidas, não sou capaz de as ver serem torturadas. E adoro cabidela.
Resumindo, a estadia por lá restitui-me sempre as forças, recarrega-me baterias mas também me aumenta o peso. Diziam eles quando voltei: estás com umas óptimas cores...
A natureza (das vinhas) faz milagres. E os excelentes pratos arredondaram-me mais um pouco as formas. Terei que lá voltar. Está combinado para a romaria, mais três ou quatro dias. Li muito e escrevi quase nada. O estranho é que tudo é diferente por lá, os cheiros das coisas, da comida, os sabores, as cores, os sentimentos e também o homem. Parece um regresso a si mesmo. Sabe sempre a regresso. E pronto. Acho que me excedi.
Fui...
- Mood:
exhausted - Music:Joss Stone Dont cha wanna ride?

Comments
Porém, duma cena podem estar cientes, meus amigos/amigas: sobre esta mulher-poetisa, obra desenganada dum Deus ou Demo k ainda andava a aprender a dar os primeiros passinhos quando ela foi concebida (não por obra e graça do Espírito Santo... o tal gaijo katé parece k tem um Banco a meias com o Meirinho...), que de tantos banhos tomar só escreve com os dedos dos pés (imaginem se escrevesse kumáspessoaskosdedosdasmões), posso-vos garantir o seguinte: ainda está para ser inventado um fármaco ou algo similar que a imunize da imbecilidade alheia, que a alheie dos sentimentos profundos que todos os humanos deveriam "incorporar de fábrica", que a torne "desromântica" ao ponto de não saber "dedilhar" a fertilidade mental que faz dela uma ser único... a one of kind... e se pensam que isto é uma frase feita (ver... cliché!) k abranje todos os humanos deste planeta (k ainda creio chamar-se BUSHEARTH), desenganem-se já! Basta analisar as LIRICS, ler as entrelinhas, VER a estreiteza dos seus calções de ganga (LOL, e o que será k tais gangas "albergam"?), etc, para se inferir algo, digo eu, k creio ser muito fácil: DESTA FRUTA JÁ NÃO HÁ (consultar camada de ozono, aquecimento global, etc), e quanto eu adoraria conhecer esta mulher pessoalmente... talvez no Lord of The Rings IV eu venha a ter essa "chance". Até me apeteceria "botar" aki algo mais k conseguisse levar os eventuais incautos a pensar k poderão... algum dia... vir a conhecer esta "femmelle" in loco (não confundir com os 507 graus de loucura k abundam na maioria dos mortais... até disso já o "Saramenho" dissertou nos seus ensaios merdosos para cegos, surdos, mudos, etc) seria o tal SO-CALLED "clímax musical in extasis"... desconhecerão, eventualmente, katé o mero sexo pode "virar" (termo brasileiro) num acto ignóbil katéusbixinhosgostam... pois fiquem sabendo que nem só de "a fêmea está a chocar garnizos" vive o homem!
Passarei depois por este "velíssimo" site para ver se tive alguma sortinha... número de TLM, nome e morada, enfim, essas coisitas do "dákáaquelapalha"...
numero de telefone, morada e tal e coisa só na presença de um advogado...tá? comentaste a pessoa que deduzes ser eu mas esqueceste de comentar o artigo!! se fosse para comentares euzinha, teria posto aqui uma das fotos minhas em que o people quase me confunde com uma sharon stone etc...tas a mikar? da proxima, qdo visitar esse velissimo, comente o que está e não o que deduziu sobre a femelle...até posso sere um gaijo...certo? fui. Bj